PNP e NPN descrevem a lógica de saída de um sensor digital: PNP fornece o positivo (sourcing), NPN drena para o negativo (sinking). Para ligar ao CLP é preciso casar essa lógica com a entrada do controlador — e o comum invertido é o erro mais frequente de toda a integração. Existe também uma terceira opção, que dispensa a escolha.
O que significam PNP e NPN
Os dois termos vêm do tipo de transistor na saída do sensor, e definem qual polaridade o sensor entrega quando é acionado:
- PNP (sourcing): ao detectar, o sensor fornece +24 V na saída. A entrada do CLP recebe o positivo e o comum vai ao 0 V.
- NPN (sinking): ao detectar, o sensor drena a saída para 0 V. A entrada do CLP recebe o negativo e o comum vai ao +24 V.
Repare que a diferença prática não está no sensor, e sim em onde o comum da entrada do CLP é ligado. Inverter isso é o que faz o sensor parecer defeituoso quando está perfeito.
Como escolher
Na prática brasileira, PNP é o padrão dominante, porque a maior parte do parque instalado usa CLPs de origem europeia. Ainda assim, a fonte da verdade é sempre o manual do seu CLP: procure por sink ou source na descrição das entradas digitais.
Passo a passo: sensor PNP
- Identifique os fios. No padrão IEC: marrom é V+, azul é V−, preto é o sinal.
- Alimente o sensor. Marrom no +24 V, azul no 0 V.
- Ligue o sinal. Preto na entrada digital do CLP.
- Ligue o comum ao 0 V. Este é o passo que diferencia PNP de NPN.
- Teste. Acione o sensor e observe o LED da entrada no CLP.
Passo a passo: sensor NPN
- Identifique os fios. Marrom V+, azul V−, preto sinal.
- Alimente o sensor. Marrom no +24 V, azul no 0 V.
- Ligue o sinal. Preto na entrada digital do CLP.
- Ligue o comum ao +24 V. Oposto do PNP — é aqui que a maioria dos erros acontece.
- Teste. Acione o sensor e observe o LED da entrada.
Quatro erros comuns
- Comum invertido. O sintoma é característico: a entrada fica permanentemente acionada, ou nunca aciona. Antes de suspeitar do sensor, confira a ligação do comum.
- Tensão incorreta. Confirme se o sensor é 24 V ou 12 V antes de energizar. Alimentar 12 V com 24 V costuma ser irreversível.
- Sinal ligado como alimentação. Trocar o preto pelo marrom pode danificar a saída do sensor.
- Ausência de proteção. Em NPN, um curto entre sinal e terra gera acionamento indevido. Use entradas com proteção ou fusível.
A terceira opção: saída push-pull
Existe um tipo de saída que elimina a escolha: a push-pull. Ela entrega ativamente tanto o nível alto quanto o nível baixo, o que a torna compatível com entradas configuradas em sinking e em sourcing — sem trocar o sensor e sem alterar a fiação do comum.
Na prática isso muda três coisas na integração:
- Não é preciso decidir antes de comprar. Com PNP ou NPN, escolher errado significa devolver o sensor ou improvisar um relé intermediário.
- Um único código de peça atende plantas diferentes. Quem tem CLPs de fabricantes distintos não precisa manter dois estoques.
- O erro de comum invertido deixa de derrubar a integração. A causa número um de retrabalho na fiação some.
É a saída usada pelo Sanick Intelicount: push-pull em 24 VDC, 160 mA máximos, por conector M12 de 4 vias — ligação direta ao CLP, sem conversor. Cada peça que atravessa o sensor gera um pulso digital, e o CLP contabiliza em tempo real.
Isso não significa que push-pull seja sempre melhor. Em instalação com um único CLP conhecido e sensor de baixo custo, PNP resolve bem. A vantagem aparece quando há variedade de controladores, troca frequente de equipamento ou risco de erro na integração.
Ver a ficha técnica completa de integração →
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre sensor PNP e NPN?
PNP fornece +24 V na saída quando acionado (sourcing) e exige o comum da entrada do CLP no 0 V. NPN drena a saída para 0 V (sinking) e exige o comum no +24 V. A diferença prática está em onde o comum é ligado.
Devo escolher PNP ou NPN?
No Brasil, PNP é o padrão mais comum porque a maior parte dos CLPs instalados é de origem europeia. A definição correta vem do manual do seu CLP: procure por sink ou source na descrição das entradas digitais.
Como saber se meu sensor é PNP ou NPN?
A indicação costuma estar na etiqueta do sensor e no datasheet, junto ao esquema de ligação. Se não houver indicação, o esquema de fiação revela: PNP mostra o comum no 0 V, NPN mostra o comum no +24 V.
Posso usar um sensor NPN em um CLP configurado para PNP?
Não diretamente. É preciso um relé intermediário ou um conversor de sinal para casar as lógicas. Sensores com saída push-pull evitam esse problema por serem compatíveis com as duas configurações.
O que é saída push-pull?
É uma saída digital que entrega ativamente tanto o nível alto quanto o baixo, tornando-se compatível com entradas em sinking e em sourcing sem troca de sensor nem alteração na fiação do comum. É a saída do Sanick Intelicount.
Qual o erro mais comum ao ligar um sensor ao CLP?
O comum invertido. O sintoma é a entrada ficar permanentemente acionada ou nunca acionar. Antes de suspeitar de defeito no sensor, confira se o comum está no 0 V (para PNP) ou no +24 V (para NPN).
Sobre a Sanick
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