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Sanick Equipamentos de Precisão Conte com a Sanick
Sensor Sanick Intelicount contando parafusos em queda livre sob esteira industrial

Sanick Intelicount · Ferragens e fixadores

Contador de parafusos, porcas, arruelas e rebites

Contagem unitária por interrupção de plano infravermelho, a até 6.000 peças por minuto, com 99,9% de precisão validada. Elimina a dupla conferência na expedição sem depender do peso da peça, do acabamento superficial ou da experiência do operador.

0,2 a 56 mm de peça 6.000 peças/min 99,9% de precisão Sem ajuste por SKU
99,9%
precisão validada
6.000
peças/min (máx.)
0
ajustes ao trocar de SKU
12 meses
de garantia

Guia técnico

Automação da contagem de fixadores

Este documento reúne o que um distribuidor de fixadores precisa avaliar antes de automatizar a contagem: onde o erro nasce na operação, quanto ele custa, quais tecnologias existem, quando cada uma faz sentido e o que muda na prática. É um guia técnico — não um catálogo.

O desafio

A operação de um distribuidor de fixadores

Uma distribuidora de fixadores movimenta milhares de SKUs com uma característica em comum: o produto é vendido por quantidade, mas manuseado a granel. Entre o recebimento e a expedição, a peça é contada — ou estimada — várias vezes, e cada uma dessas etapas é um ponto onde a divergência entra.

01

Recebimento

A carga chega em caixas ou big bags, com quantidade declarada pelo fornecedor. A conferência costuma ser por amostragem ou por peso total.

Divergência entra no estoque já na entrada
02

Armazenagem

O material é fracionado em caixas de estoque. Cada fracionamento repete uma contagem ou uma pesagem, e propaga o erro anterior.

Erro composto entre níveis de fracionamento
03

Separação

O separador retira a quantidade do pedido. Em peça pequena e de alto giro, a contagem manual é substituída por estimativa visual ou balança.

Ponto de maior incidência de erro
04

Contagem e conferência

A dupla conferência tenta corrigir o passo anterior. Custa o dobro de mão de obra e, sendo manual, tem a mesma taxa de erro do primeiro operador.

Duplica o custo sem eliminar a falha
05

Embalagem e kits

Montagem de kits com múltiplos itens: um kit com seis componentes tem seis oportunidades de erro, e o kit inteiro é reprovado por um item.

Erro unitário reprova o conjunto
06

Expedição

O pedido sai. Se a quantidade estiver errada, o custo só aparece depois: SAC, frete de devolução, reposição e, no limite, o cliente.

Custo aparece fora do centro de distribuição

O ponto relevante para quem vai automatizar: o erro não nasce da falta de atenção do operador. Nasce do método. Contar 500 arruelas M6 à mão, várias vezes ao dia, é uma tarefa em que qualquer ser humano erra — e a dupla conferência apenas duplica o custo de uma operação que continua manual.

Impacto financeiro

Quanto custa contar parafusos manualmente

O custo da contagem manual raramente aparece como uma linha no orçamento. Ele se distribui em rubricas que ninguém associa à contagem — e é por isso que costuma ser subestimado.

CustoOnde aparecePor que passa despercebido
Tempo de contagemHoras de separação e conferênciaTratado como parte do trabalho, não como custo evitável
Dupla conferênciaSegundo operador na expediçãoContabilizado como controle de qualidade
RetrabalhoReabertura e recontagem de pedidosDiluído na produtividade geral da equipe
DevoluçõesFrete de retorno, reprocessamento, reenvioLançado como logística reversa
AtendimentoHoras de SAC e comercial resolvendo divergênciaAparece como custo de atendimento
Divergência de estoqueAjuste de inventário e rupturaAtribuído a perda ou furto
Peça a mais enviadaMargem do pedidoNão gera reclamação — logo, nunca é medido
Dependência de operador experienteRotatividade e treinamentoCusto de RH, não de operação

A última linha merece atenção. Enviar peça a mais nunca gera reclamação, então esse custo não é medido em lugar nenhum — e costuma ser maior que o das devoluções, justamente porque ninguém o vê. Um erro sistemático de 2% para cima, num item de alto giro, consome margem o ano inteiro sem deixar rastro.

Princípio de funcionamento

Como funciona o Sanick Intelicount

O sensor é um corpo cilíndrico com um furo central de 56 mm de diâmetro. Dentro desse furo há um plano de luz infravermelha com 2 mm de espessura. A peça cai pelo furo, interrompe o plano e o sensor registra um pulso.

O que define uma contagem

A contagem é binária: houve interrupção do feixe acima do limiar configurado, ou não houve. Como o critério é geométrico e não gravimétrico, massa, acabamento superficial, cor e material da peça não participam do resultado. Um parafuso de inox, um de aço zincado e um de latão com a mesma geometria produzem a mesma leitura.

Calibração adaptativa

O limiar de detecção não é fixo. O sensor executa auto-tuning contínuo, reajustando a referência conforme a luz ambiente e a peça em circulação. Na prática, isso significa que trocar de SKU não exige reconfiguração: não há tabela de peças a cadastrar nem ajuste de potenciômetro por item.

Para operações que alternam entre peças muito pequenas e peças graúdas, o Pino 2 do conector M12 seleciona entre dois perfis de leitura. A transição entre perfis leva cerca de 4 segundos. A partida com auto-tuning inicial leva cerca de 30 segundos.

Rejeição de resíduo

Interrupções menores que o limiar calibrado são descartadas. Cavaco, rebarba, pó de zincagem e fragmentos ficam abaixo do limiar e não geram pulso — um comportamento relevante em operação com fixadores, onde o resíduo metálico é constante.

Saída e integração

A saída é digital push-pull, com 160 mA máximos, compatível com entradas NPN e PNP, por conector M12 de 4 vias. Isso permite ligar o sensor diretamente a um CLP sem conversor. Integração com ERP, MES ou sistema próprio, incluindo envio em JSON, é um módulo opcional com escopo definido por projeto. Ver ficha técnica de integração →

Ambiente

Grau de proteção IP65, operação de -25 °C a +55 °C, umidade de 35% a 85% sem condensação. Corpo em HDPE preto, 115 mm de diâmetro externo e 48 mm de altura, com três insertos M5 para fixação.

Aplicações

Contagem por tipo de fixador

Cada família de fixador apresenta uma dificuldade diferente para a contagem automática. Abaixo, o desafio específico e o comportamento do sensor em cada caso.

Parafusos

Cabeça sextavada, Phillips, Allen, flangeada

Desafio: variação de comprimento dentro da mesma bitola. Um M6×20 e um M6×80 têm massas muito diferentes, o que obriga a recalibrar a balança contadora a cada troca de item.

Comportamento: a contagem é por passagem, não por massa. Todo parafuso que atravessa o furo conta como um, independentemente do comprimento — sem tabela de pesos e sem recalibração por SKU.

Porcas

Sextavada, autotravante, flangeada, cega

Desafio: peça compacta e de massa baixa em bitolas pequenas. Numa porca M3, a diferença entre 500 e 502 unidades pode ficar dentro do erro de leitura da balança.

Comportamento: massa não entra na equação. A porca autotravante, com anel de nylon, é contada igual à convencional — a diferença de material não altera a interrupção do feixe.

Arruelas

Lisa, de pressão, dentada, de vedação

Desafio: peça fina e leve, com forte tendência a aderir por magnetismo residual ou óleo de proteção. Duas arruelas grudadas contam como uma em qualquer método por passagem.

Comportamento: a contagem é confiável desde que a alimentação individualize as peças. É o caso em que o sistema de alimentação — calha vibratória ou esteira com separação — importa tanto quanto o sensor.

Rebites

Repuxo, rebite cego, com haste

Desafio: geometria alongada com haste fina. Em queda livre, o rebite pode atravessar o plano de detecção pela haste, gerando um pulso mais curto que o do corpo.

Comportamento: a calibração adaptativa ajusta o limiar à peça em circulação. Em rebites de haste muito fina, a Sanick recomenda ensaio com a peça real antes de fechar o projeto.

Buchas

Nylon, metálica, de expansão

Desafio: a bucha de nylon tem massa muito baixa e alta variação entre lotes — o pior cenário possível para contagem por peso.

Comportamento: nylon é opaco ao infravermelho e conta normalmente. A massa irrelevante para o método é justamente o que torna a bucha um caso favorável.

Pinos e cavilhas

Elástico, cônico, cilíndrico, contrapino

Desafio: peça alongada que pode atravessar o sensor em orientações diferentes, gerando pulsos de duração variável.

Comportamento: o limiar trabalha por tamanho mínimo de interrupção, não por duração fixa. Variação de orientação é absorvida pelo auto-tuning.

Anéis elásticos

Anel de retenção, trava, seeger

Desafio: peça fina, plana e com forte tendência ao embaralhamento. Contagem manual é especialmente lenta neste item.

Comportamento: conta normalmente quando individualizado na alimentação. O ganho de produtividade aqui costuma ser o maior de toda a linha de fixadores, porque a contagem manual é a mais penosa.

Chavetas

Paralela, meia-lua, cônica

Desafio: baixo giro e alto valor unitário. O erro é raro, mas cada divergência custa proporcionalmente mais.

Comportamento: geometria regular e massa razoável tornam a chaveta um dos casos mais simples. Conta sem ressalva dentro da faixa de 56 mm.

Molas

Compressão, tração, torção

Desafio: geometria vazada. O espiral pode gerar múltiplas interrupções do feixe numa única peça, se o limiar estiver mal ajustado.

Comportamento: caso que exige ensaio. O auto-tuning trata o espiral como um corpo único, mas o passo da mola e a velocidade de queda influenciam — a Sanick testa com a peça real antes de confirmar desempenho.

Esferas metálicas

Rolamento, esfera solta, granalha graúda

Desafio: alta velocidade de queda e tendência ao ricochete dentro do canal de alimentação.

Comportamento: geometria ideal para detecção óptica — o pulso é limpo e simétrico. A limitação prática é a velocidade da alimentação, não a do sensor.

Componentes de kit

Kits de montagem, conjuntos, blister de fixação

Desafio: um kit com seis itens tem seis chances de erro, e um único item errado reprova o conjunto inteiro.

Comportamento: um sensor por canal de alimentação permite verificar cada componente antes do fechamento do kit, transformando conferência final em controle por item.

Peças com tratamento superficial

Zincado, bicromatizado, fosfatizado, oleado

Desafio: o tratamento altera a massa unitária entre lotes e deposita resíduo no equipamento ao longo do turno.

Comportamento: variação de massa é irrelevante para a detecção óptica. O acúmulo gradual de resíduo é o tipo de variação lenta que a calibração adaptativa compensa continuamente.

Peças acima de 56 mm de diâmetro não atravessam o furo padrão e exigem projeto com geometria específica. Ver faixa de aplicação completa →

Comparação

Tecnologias de contagem de pequenas peças

Cinco abordagens resolvem o problema de formas diferentes, com custos e limitações distintos. Nenhuma é superior em todos os critérios.

CritérioContagem manualBalança contadoraSensor fotoelétrico genéricoSistema de visãoSanick Intelicount
VelocidadeBaixaMédia — limitada pela estabilizaçãoAltaMuito altaAté 6.000 peças/min
PrecisãoVaria com o operadorDepende da uniformidade de massaAlta, se bem ajustadoMuito alta99,9% validada
Sensível à massa da peçaNãoSim — é o princípio do métodoNãoNãoNão
Ajuste ao trocar de SKUNão se aplicaNova amostra de referênciaAjuste manual de limiarReconfiguração ou novo treinoAutomático
Treinamento do operadorAlto — depende de experiênciaMédioMédioAltoBaixo
Complexidade de implantaçãoNenhumaBaixaMédiaAltaMédia — retrofit em linha existente
Sensível a poeira e resíduoNãoSim — resíduo na plataformaSim — lente suja desregulaSim — exige iluminação estávelAuto-tuning compensa; IP65
Necessidade de recalibraçãoNão se aplicaPeriódica e por itemManual, quando desregulaPor tipo de peçaContínua e automática
Integração com CLP/ERPManualDepende do modeloSaída digital simplesAlta, via softwarePush-pull M12; ERP/MES opcional
Investimento inicialNenhumBaixo a médioBaixoAltoCerca de 20x menor que visão
Custo operacionalAlto e recorrenteBaixoBaixoMédio — manutenção e suporteBaixo

Comparação por categoria de tecnologia, não por fabricante. Os valores de velocidade e precisão do Sanick Intelicount são medidos; as demais colunas descrevem o comportamento típico de cada método.

Critério de escolha

Quando usar cada tecnologia

A escolha correta depende do perfil da operação, não da sofisticação do equipamento. Automatizar onde não há volume é desperdício; manter manual onde há volume é perda contínua.

Quando a contagem manual ainda faz sentido

Baixo volume, peça de valor alto e giro baixo, pedidos esporádicos. Se a operação separa dezenas de itens por dia e não quilos, o custo de automatizar não se paga. Chaveta especial e parafuso sob encomenda costumam ficar nessa faixa.

Quando a balança contadora é a escolha certa

Peças de massa uniforme e bem conhecida, lotes grandes do mesmo SKU, tolerância de contagem folgada. A balança é rápida de implantar, barata e resolve bem quando a variação de massa entre unidades é pequena. Ela deixa de servir quando a peça é leve, quando a massa varia entre lotes ou quando a tolerância é unitária — porque o método estima a partir de uma amostra de referência, e o erro dessa amostra se multiplica pelo lote.

Quando o sensor fotoelétrico genérico resolve

Um único tipo de peça, geometria constante, sem troca frequente de item. O sensor de propósito geral custa pouco e funciona — desde que alguém ajuste o limiar manualmente e reajuste quando a lente sujar ou a peça mudar. Em distribuidor de fixadores, com centenas de SKUs, esse ajuste manual vira o gargalo.

Quando o sistema de visão computacional se justifica

Quando é preciso mais do que contar: inspecionar rosca, ler código, verificar acabamento, classificar peça misturada. A câmera faz o que o sensor não faz. O contraponto é o custo de aquisição, a exigência de iluminação controlada e a reconfiguração por tipo de peça.

Quando o sensor óptico dedicado é a melhor relação

Alto volume, muitos SKUs diferentes, troca frequente de item, peça pequena e leve, exigência de contagem unitária exata. É a combinação típica de um distribuidor de fixadores — e é o cenário para o qual o Sanick Intelicount foi projetado.

Boas práticas para reduzir erro na expedição

Independentemente da tecnologia escolhida: individualize a peça antes de contar, porque nenhum método por passagem separa peças aglomeradas; conte o mais perto possível da embalagem, para não propagar erro entre etapas; registre a contagem no sistema em vez de anotar em papel; e meça a taxa de divergência antes e depois — sem linha de base, não há como saber se a automação funcionou.

Retorno

Exemplo de cálculo de retorno

O exercício abaixo usa uma operação hipotética para mostrar o método de cálculo, não para prometer resultado. Os valores dependem inteiramente do custo de mão de obra, do mix de produtos e da taxa de erro atual de cada empresa.

Cenário: distribuidor que embala 20.000 fixadores por dia, em 200 pedidos, com dois operadores dedicados à contagem e conferência.

Peças embaladas por dia20.000
Pedidos processados por dia200
Operadores em contagem e dupla conferência2
Tempo médio de contagem por pedido4 min
Tempo diário em contagem≈ 13 h
Taxa de divergência assumida1,5% dos pedidos
Pedidos com divergência por mês≈ 66
Custo médio por divergência (frete, SAC, reposição)a levantar na sua operação
Redução de tempo com contagem automáticaa medir em ensaio

As duas últimas linhas ficaram propositalmente em aberto. São elas que determinam o payback, e são as únicas que não podem ser estimadas de fora: dependem do custo interno de cada empresa e do resultado do ensaio com a peça real. Preencher esses dois campos com números genéricos produziria um cálculo bonito e inútil.

Para estimar com os números da sua operação, a Sanick disponibiliza uma calculadora com as variáveis editáveis. Abrir a calculadora de ROI →

Cenários

Configurações típicas de operação

Os cenários abaixo descrevem arranjos técnicos comuns em distribuição de fixadores. São descrições de configuração, não casos de clientes.

Distribuidor com separação por pedido

Sensor instalado na saída de uma calha vibratória, na bancada de separação. O operador seleciona a quantidade no painel, o alimentador libera, o sensor conta e o sistema para no alvo. Elimina a dupla conferência do fluxo, porque a contagem passa a acontecer uma única vez, de forma verificável.

Fracionamento de lote grande

Sensor na saída de um silo ou moega, dosando de embalagem grande para caixas de estoque. Aqui o ganho está em interromper a propagação do erro: cada caixa fracionada sai com contagem própria, em vez de herdar a divergência da embalagem de origem.

Montagem de kits com múltiplos itens

Um sensor por canal de alimentação, um canal por componente. O CLP só libera o fechamento do kit quando todos os canais atingem a quantidade programada. Transforma a conferência final do kit em verificação por item, que é onde o erro realmente ocorre.

Conferência no recebimento

Sensor em posto de conferência de entrada, para validar a quantidade declarada pelo fornecedor por amostragem ou na íntegra. É o ponto de maior alavancagem da operação, porque impede que a divergência entre no estoque — e todo erro corrigido aqui evita erro em todas as etapas seguintes.

Fabricante que embala o próprio produto

Sensor incorporado à linha de embalagem, após a estamparia ou o tratamento superficial. Nesse arranjo, a integração com CLP costuma ser requisito, para que a contagem alimente o apontamento de produção. Ver ficha técnica de integração →

Perguntas frequentes

Contagem de fixadores: 40 perguntas técnicas

Peças e materiais

O Sanick Intelicount conta parafusos de inox?
Sim. A contagem é por interrupção de plano infravermelho, então o material não influencia o resultado. Inox, aço zincado, latão, alumínio e nylon são contados pelo mesmo princípio, desde que a peça seja sólida e opaca ao infravermelho.
Conta arruelas?
Sim. A ressalva não é do sensor e sim da alimentação: arruelas tendem a aderir umas às outras por magnetismo residual ou óleo de proteção, e duas peças que atravessam juntas geram um único pulso. Com calha ou esteira que individualize as peças, a contagem é confiável.
Conta rebites?
Sim. Em rebites de haste muito fina, a Sanick recomenda ensaio com a peça real, porque a haste pode atravessar o plano de detecção gerando um pulso mais curto que o do corpo.
Conta buchas de nylon?
Sim, e é um dos casos mais favoráveis. A bucha de nylon tem massa muito baixa e variação alta entre lotes — o pior cenário para contagem por peso e irrelevante para contagem óptica.
Conta anéis elásticos e travas?
Sim, desde que individualizados na alimentação. É o item em que o ganho de produtividade costuma ser maior, porque a contagem manual de anéis é a mais lenta da linha de fixadores.
Conta molas?
Depende do passo e da velocidade de queda. A geometria vazada pode gerar múltiplas interrupções do feixe numa única peça. É um dos casos em que a Sanick pede uma amostra real antes de confirmar desempenho.
Conta esferas metálicas?
Sim. A geometria esférica produz um pulso limpo e simétrico — é uma das formas mais simples de detectar. A limitação prática costuma ser a velocidade do sistema de alimentação, não a do sensor.
Conta peças com tratamento superficial, zincadas ou oleadas?
Sim. A variação de massa causada pelo tratamento não afeta a contagem óptica. O acúmulo gradual de resíduo no equipamento é compensado pela calibração adaptativa contínua.
Qual o menor tamanho de peça que o sensor conta?
0,2 mm. É o menor objeto que interrompe o plano infravermelho por tempo suficiente para gerar pulso.
Qual o maior tamanho de peça?
56 mm de diâmetro, que é o furo central do sensor. Para peças maiores, a Sanick desenvolve versões com geometria específica, já que o projeto de hardware é próprio.
Conta peças de plástico e nylon?
Sim, desde que opacas ao infravermelho. Materiais que deixam o feixe atravessar reduzem o sinal e precisam de avaliação com a peça real.
Conta peças misturadas de tipos diferentes?
Conta o total de peças que passam, mas não classifica por tipo. Se a operação precisa separar itens misturados, o problema é de classificação e não de contagem — nesse caso, um sistema de visão é a tecnologia adequada.

Desempenho e precisão

Qual a velocidade máxima de contagem?
6.000 peças por minuto, o equivalente a 100 por segundo ou uma peça a cada 10 milissegundos. Essa é a capacidade do sensor; a vazão real da linha depende do sistema de alimentação.
Qual a precisão real?
99,9%, validada em 19 unidades operacionais distribuídas em 6 segmentos industriais.
A precisão cai em alta velocidade?
A precisão declarada vale dentro da faixa de operação do sensor. O que limita na prática é a alimentação: se a calha entregar peças aglomeradas para ganhar velocidade, o erro vem da alimentação, não da leitura.
O que acontece se duas peças passarem juntas?
São contadas como uma. É uma limitação de qualquer contagem por interrupção de feixe, e se resolve no sistema de alimentação, que individualiza as peças antes do sensor.
O sensor conta poeira, cavaco ou rebarba?
Não. Interrupções menores que o limiar calibrado são descartadas. Resíduo metálico, pó de zincagem e fragmentos ficam abaixo do limiar e não geram pulso.
A leitura muda conforme a iluminação do galpão?
Não. O auto-tuning ajusta continuamente a referência de detecção conforme a luz ambiente varia ao longo do dia.

Operação e manutenção

Precisa calibrar o sensor?
Não manualmente. A calibração é adaptativa e contínua, executada pelo próprio sensor durante a operação, sem parada de produção.
Preciso reconfigurar ao trocar de SKU?
Não. Não há tabela de peças a cadastrar nem potenciômetro a ajustar. Em trocas entre peças muito pequenas e muito graúdas, o Pino 2 do conector M12 alterna entre dois perfis de leitura, com reajuste em cerca de 4 segundos.
Quanto tempo leva a partida do equipamento?
Cerca de 30 segundos de auto-tuning inicial.
Qual a manutenção necessária?
Limpeza periódica da janela óptica conforme o nível de resíduo do ambiente. Não há peça móvel, elemento de desgaste nem calibração periódica obrigatória.
O sensor resiste a poeira e umidade de galpão?
Sim. Grau de proteção IP65, que significa vedação total contra poeira e proteção contra jatos de água de qualquer direção. Faixa de operação de -25 °C a +55 °C e umidade de 35% a 85% sem condensação.
Precisa de operador dedicado?
Não. Como não há ajuste manual por item, a operação não depende de um operador experiente em configurar o equipamento.
Qual a garantia?
12 meses.
Como funciona o suporte técnico?
Suporte direto da equipe que desenvolveu o sensor, sem intermediário nem call center, com resposta em até 24 horas. A Sanick é fabricante, não revenda.

Instalação e integração

Dá para instalar numa linha que já existe?
Sim. O sensor foi projetado para retrofit: fixação por três insertos M5, conector M12 destacável e alimentação 24 VDC. Não exige redesenho da esteira nem do processo.
Qual o tipo de saída elétrica?
Digital push-pull, 160 mA máximos, compatível com entradas NPN e PNP, por conector M12 de 4 vias.
Integra com CLP?
Sim, diretamente. A saída push-pull dispensa conversor para a maioria das entradas digitais de CLP.
Integra com ERP ou MES?
Sim, como módulo opcional, com escopo e valor definidos por projeto. Inclui envio de dados em JSON. O desenvolvimento é feito pela própria equipe da Sanick.
Dá para integrar com esteira e alimentador vibratório?
Sim. O sensor emite pulso a cada peça, e o CLP usa esse pulso para comandar o alimentador — inclusive para desacelerar ao se aproximar da quantidade-alvo.
Dá para usar mais de um sensor na mesma linha?
Sim. É a configuração usada em montagem de kits: um sensor por canal de alimentação, um canal por componente.
Qual a alimentação elétrica?
24 VDC, com consumo abaixo de 60 mA.
Quanto tempo leva a instalação?
A instalação mecânica e elétrica é de baixa complexidade. O prazo real depende da integração com a linha existente e é definido no projeto.

Comparação e decisão

Qual a diferença entre contar por peso e contar com sensor óptico?
A balança contadora estima a quantidade dividindo o peso total pelo peso médio de uma amostra de referência. Se a massa unitária variar — por lote, por tratamento superficial ou por comprimento —, o erro da amostra se multiplica pelo lote. O sensor óptico conta cada peça individualmente, sem usar massa como referência.
Quando a balança contadora ainda é a melhor escolha?
Peças de massa uniforme e conhecida, lotes grandes do mesmo item e tolerância de contagem folgada. É rápida de implantar e resolve bem nesse perfil.
Quando vale usar visão computacional em vez de sensor?
Quando é preciso mais do que contar: inspecionar rosca, ler código, verificar acabamento ou classificar peças misturadas. A câmera faz o que o sensor não faz, ao custo de investimento maior, iluminação controlada e reconfiguração por tipo de peça.
Quanto custa o Sanick Intelicount?
Cerca de 20 vezes menos que um sistema de visão computacional importado de função equivalente. Para orçamento exato, o contato é direto com a Sanick.
A Sanick é fabricante ou revenda?
Fabricante. Hardware, firmware e algoritmos são desenvolvidos internamente, na fábrica em Chapecó/SC.
Dá para testar com a minha peça antes de comprar?
Sim. A Sanick pede uma amostra representativa da produção real — no acabamento e na bitola que a empresa opera — e retorna a precisão medida com aquela peça.

Ensaio com a peça da sua operação

Envie uma amostra representativa — na bitola e no acabamento que você trabalha. A equipe técnica da Sanick executa o ensaio e retorna a precisão medida com a sua peça, não com uma peça de catálogo.

Identidade visual Sanick aplicada em ambiente corporativo

Essência da marca

Precisão que gera tranquilidade.

No agronegócio, a contagem imprecisa só aparece no fechamento do lote. A Sanick existe para que essa conferência deixe de ser necessária.